Ghantapa (Sansc.) Drilbulpa (Tib.)

Para evocar bênçãos para si mesmo,
Amarre firmemente os três canais físicos
do lalana, rasana, e avadhuti.
Para obter realização para si mesmo,
Preste atenção em três coisas –
A orientação do guru,
A natureza da mente,
A pureza dos fenômenos.


Ghantapa era o filho do Rei de Nalanda mas ele renunciou ao trono e se tornou um monge famoso e sábio no monastério. Anos mais tarde, insatisfeito e procurando respostas, ele abandonou a vida monástica e se tornou um yogi vagante. Durante suas viagens, encontrou o guru Darikapa e foi iniciado na mandala Samvara.

Seguindo as instruções de seu guru, Ghantapa viajou para Pataliputra, onde o Rei Devapala reinava sobre mais de três milhões e cem mil casas. O monge fez de sua residência à sombra de uma árvore frondosa, no limite entre a cidade real e a selva. Lá ele mendigava e praticava sua sadhana.
O Rei Devapala era um homem pio e devoto. Por muitos anos ele havia aceitado inúmeros monges e yogis dentro de suas fronteiras mas, apesar de seu trabalho caridoso, ele ainda não sentia que havia acumulado mérito suficiente para seus próximos renascimentos. Isso o preocupava tanto que sua esposa lhe perguntou o que o afligia e se deveria chamar o médico da corte..

Ele lhe confidenciou suas preocupações e pediu conselho. Sua esposa pensou por um momento e então bateu as palmas das mãos com deleite. “É pelo trabalho do karma que você me disse isto hoje, pois acabei de ouvir que chegou ao nosso reino, um santo e grande respeitador da conduta moral. Ele acabou de colocar seu tapete sobre uma árvore nas bordas da cidade”.

“ Mas minha querida,” objetou o Rei, “Eu já patrocinei um grande número de pessoas santas e minha mente ainda está perturbada.”
“ Este é diferente”, insistiu a rainha. “Eu sinto nos meus ossos. A coisa mais importante agora, é fazer com que ele venha residir no palácio. Sem dúvida que seu conselho diário vai auxilia-lo a atingir seus mais altos objetivos. Já que ele é um homem que possui apenas as suas roupas e mendiga pela sua comida diária, vamos oferecer uma festa magnífica em sua honra.” Levada por esta idéia, ela começou a compor o menu – “oitenta e quatro pratos principais dos mais exóticos temperos, quatorze dos doces mais deliciosos, vinhos das uvas mais finas e os cinco tipos de bebida. Será uma festa digna dos próprios deuses, ele não vai poder recusar a nossa hospitalidade.”

O Rei era um homem muito generoso e a idéia o agradou muito. Na manhã seguinte, enviou seus serventes para convidar Ghantapa ao palácio. Mas, para surpresa de todos, o mestre recusou o convite e os emissários voltaram sozinhos.

No dia seguinte, o Rei foi pessoalmente falar com o mestre, acompanhado por um grande séqüito. Prostando-se em frente a Ghantapa, o rei fez um pedido bem eloqüente para que ele viesse ao palácio.“ Eu lhe dei minha resposta ontem”, disse Ghantapa. “Porque você veio ?”
“Para oferecer a você minha caridade e mostrar quanta fé eu coloco em sua presença sagrada,” respondeu o Rei... Continuação >>

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